"O que me importava era a música, a dança, a pessoa..."
Entrevista: Delfim Miranda, Responsável pelo clube de fãs de Michael Jackson em Portugal
O que é que representa para si a morte de Michael Jackson?
É uma enorme tristeza. É como se me morresse um familiar.
Um primo afastado...
Afastado não, próximo. Há familiares que não seguimos e eu seguia tudo o que dizia respeito ao Michael.
Mesmo não editando um disco desde 2001?
Há fãs que lhe exigiam que editasse mais discos, mas não me importava que ele não editasse ou que não fizesse espectáculos. O que me importava era a música, a dança, a perfomance, a pessoa que era. E foi através do Michael Jackson que conheci a mulher da minha vida. Ela assistiu ao tributo que faço ao cantor. Sou licenciado em imagem e som e faço espectáculos.
E que pessoa era o cantor?
Uma pessoa generosa e solidária e que nunca se esquecia dos outros. Nunca deixou de apoiar instituições de caridade, de passar uma mensagem de solidariedade, de justiça e de paz.
Nem todos têm essa opinião e ele respondeu em tribunal.
Não me importa o que os outros pensam, o que me importa é que nada ficou provado em tribunal.
Com que idade conheceu o trabalho do cantor?
Aos 14 anos [tem 30 anos], em 1992, quando ele veio a Portugal, a primeira e única vez. Não fui a esse concerto, mas vi-o duas vezes em Espanha e uma na Alemanha. Além de que o encontrei em Londres.
É o tipo de fã que faz esperas nos hotéis?
Sim, mas quando estamos à espera de ver o nosso ídolo, também estamos a confraternizar com os outros fãs. E podemos encontrar pessoas que não vemos há anos. Vivi algum tempo em Londres e os clubes de fãs de Michael Jackson foram uma forma de conhecer pessoas.
E vai ao ponto de se transfigurar no ídolo?
Não, costumo levar uma T-shirt, um boné e, no estrangeiro, levo uma bandeira de Portugal. Estive ao pé dele, mas bloquei e não consegui um autógrafo. Entreguei-lhe cartas, mas deixei de o fazer quando vi que não respondia. Ele guardava-as.
Além de ser o presidente do clube de fãs português, imita o cantor em espectáculos. Muitos?
Agora estou no Algarve, onde o espectáculo é muito apreciado. Tenho duas a três actuações por semana.
O clube existe desde 1997. Tem muitos fãs?
Não temos uma inscrição de fãs, temos muitos contactos. Portugal é um país que não tem muitos fãs.
Texto retirado da edição online do DN.
E agora....depois de lerem...já se partiram a rir com tiradas como... "através do Michael Jackson que conheci a mulher da minha vida. Ela assistiu ao tributo que faço ao cantor. Sou licenciado em imagem e som e faço espectáculos..." ai está...a jornalista deve ter cortado a parte em que ele dava o seu número de telemóvel e que estava disponivel para shows no país todo...
"...Uma pessoa generosa e solidária e que nunca se esquecia dos outros. Nunca deixou de apoiar instituições de caridade, de passar uma mensagem de solidariedade, de justiça e de paz..." especialmente aquelas que lidavam com crianças...era um generoso esse Michael
"...Entreguei-lhe cartas, mas deixei de o fazer quando vi que não respondia. Ele guardava-as..." sim ele tinha um caixote com o teu nome...para as tuas cartas...para ti!
....Pronto...acabei!
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